A educação escolar integracionista e a representação fotográfica / School integration and photographic representation

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Paulo Humberto Porto Borges Liliam Faria Porto Borges

Resumen

Este trabalho pretende discutir as políticas educacionais integradoras organizadas pelo Estado Novo de Getúlio Vargas (1937-45) junto aos povos indígenas do Brasil e sua profunda vinculação com as imagens fotográficas produzidas pelo órgão indigenista oficial deste período, o Serviço de Proteção ao Índio e Localização de Trabalhadores Nacionais (SPI). A partir da década de 40 do século passado, o SPI organizou uma profunda e rigorosa documentação imagética – fotografia e filmes – em relação ao chamado “problema indígena”. O trabalho busca demonstrar o importante papel da educação escolar como instrumento privilegiado de integração e amansamento dos indígenas, a partir das diversas fotografias realizadas no Posto Indígena de Icatú produzidas pelo próprio SPI. Estas imagens fotográficas elaborados pelo fotógrafo oficial do SPI Heinz Foerthmann em meados de 1943 se transformam em dados fundamentais na discussão a respeito do papel integrador da educação formal em relação aos povos indígenas no primeiro quartel do século XX. Uma domesticação que, apesar de todos os esforços nacionais, não logrou vencer a etnicidade dos povos indígenas do Brasil. As imagens analisadas neste trabalho são oriundas de um ensaio fotográfico do documentalista alemão Heinz Foerthmann, realizado em 1943 nas comunidades indígenas de Icatú e Nimuendaju, interior de São Paulo. Neste período o órgão oficial indigenista organizou várias exposições em todo Brasil, com o sentido de demonstrar a população brasileira os avanços civilizatórios em seus trabalhos com os povos indígenas do Brasil. Estas imagens, por ter uma função que vão além do simples registro, nos permitem desvendar as políticas assimilacionistas do estado nacional em relação às ditas comunidades primitivas, e, em especial, seus métodos de integração a partir da perspectiva escolar.

Este trabajo pretende discutir las políticas educacionales integradoras organizadas por el Estado Novo de Getúlio Vargas (1937-45) junto a los pueblos indígenas de Brasil y su profundo enlace con las imágenes fotográficas producidas por el órgano indigenista oficial de este periodo, el Serviço de Proteção ao Índio e Localização de Trabalhadores Nacionais (SPI). A partir de la década de 40 del pasado siglo, el SPI organizó una rigurosa documentación visual – fotografía y películas – inherente al llamado “problema indígena”. El trabajo busca demostrar el importante papel de la educación escolar como instrumento privilegiado de integración y amansamiento de los indígenas, por medio de las diversas fotografías realizadas en el Puesto Indígena de Icatú, producidas por el propio SPI. Esas imágenes elaboradas por el fotógrafo oficial del SPI Heinz Foerthmann, a mediados de 1943, se transforman en datos fundamentales para la discusión sobre el papel integrador de la educación formal con relación a los pueblos indígenas en el primer cuartel del siglo XX. Una domesticación que, a pesar de todos los esfuerzos nacionales, no logró vencer la etnicidad de los pueblos indígenas de Brasil. Las imágenes analizadas en este trabajo son oriundas de un ensayo fotográfico del documentalista alemán Heinz Foerthmann, realizado en 1943 en las comunidades indígenas de Icatú y Nimuendaju, interior de São Paulo. En este periodo el órgano oficial indigenista organizó varias exposiciones en todo Brasil, con el sentido de demostrar a la población brasileña los avances de la civilización en sus trabajos con los pueblos indígenas de Brasil. Esas imágenes, con tener una función más allá del simple registro, nos permiten desvelar las políticas de asimilación del Estado nacional con respecto a las dichas comunidades primitivas, y, sobre todo, sus métodos de integración desde la perspectiva escolar.

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