Construindo Políticas de Abertura a partir dos Recursos Educacionais Abertos: Uma Análise do Sistema Universidade Aberta do Brasil / Building Open Policy through Open Educational Resources: An analysis of the Open University of Brazil System
DOI:
https://doi.org/10.17398/1695-288X.16.2.161Palabras clave:
análise política, educação a distância, ensino superior, universidades abertas, tecnologia educacionalResumen
Recursos Educacionais Abertos (REA) e práticas associadas são regularmente identificados como catalisadores de maior equidade, inclusão e acesso a educação superior. Apresentamos uma investigação sobre a produção e disseminação de recursos educacionais em oito Instituições de Ensino Superior que fazem parte do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB). Partindo de entrevistas, grupos focais e de análise documental, buscamos entender a sua trajetória, atividades e perspectivas em relação a elementos-chave da adoção de REA. Identificamos interesse e anseio pela abertura de recursos, práticas colaborativas e intercâmbio informal de recursos, o uso de licenças abertas em repositórios locais, e tentativas na construção de políticas institucionais relacionadas a REA. Por outro lado, identificamos dificuldades com relação a institucionalização da UAB e da educação a distância, limitado apoio técnico e financeiro para colaboração e reuso, e falta de políticas governamentais e institucionais para compartilhamento e reuso. A falta de articulação resulta em práticas informais e isoladas. A não ser quando fomentado pelo governo federal, a maioria das iniciativas são locais e muitas, de curto prazo. Finalizamos com uma discussão sobre atividades recentes para promoção de abertura, incluindo um modelo único para licenciamento de recursos, mecanismos para compartilhamento de recursos e formação continuada sobre abertura.
Abstract
Open Educational Resources (OER) and associated practices are often positioned as catalysts in increasing equality, inclusion and access to higher education. We present an investigation on the production and dissemination of educational resources at eight Higher Education Institutions that are part of the Open University of Brazil System. Through interviews, focus groups and an analysis of published documents, we aimed to understand their track record, activities and perspectives in regards to core elements of OER adoption. We identified an overall interest and willingness to share resources, collaborative practices and informal exchange of resources, the use of open licensing in local repositories, and attempts at institutional policy making surrounding OER. On the other hand, there were difficulties related to the limited institutionalization of UAB and of distance education, limited financial and technical mechanisms for collaboration and reuse, and a lack of institutional and governmental policy to support sharing and reuse. The lack of coordination around these practices has meant much informal and isolated practices. Unless fomented by the federal government, most initiatives are local, many of which, short-lived. We finalize by discussing recent activities promoting openness including a central standard licensing scheme, mechanisms for sharing resources, and professional development around openness.
Descargas
Referencias
AUTOR. (ANO). TÍTULO.
Branco Junior, S. V. (2014). Análise da Lei de Direitos Autorais Brasileira – Sistema Universidade Aberta do Brasil. Brasília: CAPES. Recuperado de: https://itsrio.org/wp-content/uploads/2015/07/Consultoria-cc.pdf
Cobo, C. (2013). Exploration of Open Educational Resources in Non-English Speaking Communities. International Review of Research in Open and Distance Learning, 14(2), 106–128.
AUTOR. (ANO). TITULO.
Craveiro, G., Machado, J., & Ortellado, P. (Orgs.). (2008). O mercado de livros técnicos e científicos no Brasil: Subsídio público e acesso ao conhecimento. São Paulo: GPOPAI. Recuperado de http://www.forum-global.de/jm/2008-2009/Relatorio%20Livros-portugues.pdf
Declaração da Cidade do Cabo. (2007). Declaração de Cidade do Cabo para Educação Aberta: Abrindo a promessa de Recursos Educativos Abertos. Recuperado de http://www.capetowndeclaration.org/translations/portuguese-translation
Declaração REA de Paris. (2012). UNESCO. Recuperado de http://www.unesco.org/new/en/communication-and-information/access-to-knowledge/open-educational-resources/what-is-the-paris-oer-declaration/http://www.unesco.org/new/fileadmin/MULTIMEDIA/HQ/CI/CI/pdf/Events/Portuguese_Paris_OER_Declaration.pdf
Ferreyra, D. (2015). Hacia una red latinoamericana de recursos educativos abiertos (REA). RELPE. Recuperado de http://www.relpe.org/wp-content/uploads/2015/12/Hacia-una-red-latinoamericana-de-recursos-educativos-abiertos-REA.pdf
Fornari, A., & Silva, H. O. da. (2017). Manifestos do ESUD: Ferramenta para elaboração de políticas públicas na EaD. Revista EmRede, 3(2), 184–196.
Fundación Karisma. (2014). Gasto público en la educación de América Latina: ¿Puede servir a los propósitos de la
Declaración de París sobre los Recursos Educativos Abiertos? Montevideo: UNESCO. Recuperado de http://www.unesco.org/new/fileadmin/MULTIMEDIA/FIELD/Montevideo/pdf/CDCI1-Karisma-EN.pdf
Glennie, J., Harley, K., & Butcher, N. (2012). Introduction: Discourses in the Development of OER Practice and Policy. In J. Glennie, K. Harley, N. Butcher, & T. van Wyk (Orgs.), Open educational resources and change in higher education: Reflections from practice (p. 1–12). Vancouver: COL.
Guri-Rozenblit, S. (1993). Differentiating between distance/open education systems-parameters for comparison. International Review of Education, 39(4), 287–306.
Hodgkinson-Williams, C., Paskevicius, M., Cox, G., Shaikh, S.,
Czerniewicz, L., & Lee-Pan, S. (2013). 365 Days of Openness: The Emergence of OER at the University of Cape Town. In R. McGreal, W. Kinuthia, & S. Marshall (Orgs.), Open Educational Resources: Innovation, Research and Practice (p. 33–46). Vancouver: Commonwealth of Learning.
Knox, J. (2013). Five critiques of the open educational resources movement. Teaching in Higher Education, 18(8), 821–832.
Lane, A., & McAndrew, P. (2010). Are open educational resources systematic or systemic change agents for teaching practice? British Journal of Educational Technology, 41(6), 952–962.
Mutzig, J. M. G. (2015, outubro). Sistema UAB: IES, cursos e polos. Apresentado em 8a reunião ordinária do Fórum Nacional de Coordenadores UAB, Brasília, DF.
Nikoi, S., & Armellini, A. (2012). The OER mix in higher education: purpose, process, product, and policy. Distance Education, 33(2), 165–184.
Olcott Jr, D. (2012). OER perspectives: emerging issues for universities. Distance Education, 33(2), 283–290.
Preti, O. (2009). Educação a distância: fundamentos e políticas. Cuiabá: EdUFMT. Recuperado de 978-85-61819-66-8
Rodrigues, R. S., Taga, V., & Vieira, E. M. F. (2011). Repositórios Educacionais: Estudos preliminares para a Universidade Aberta do Brasil. Perspectivas em Ciência da Informação, 16, 181–207.
Rossini, C., & Gonzalez, C. (2012). REA: O debate em política pública e as oportunidades para o mercado. In B. Santana, C. Rossini, & N. D. L. Pretto (Orgs.), Recursos Educacionais Abertos: Práticas colaborativas e políticas públicas (p. 35–70). São Paulo: Casa da Cultura Digital/Edufba.
UNESCO/COL. (2011). Guidelines for Open Educational Resources (OER) in Higher Education. Vancouver: COL. Recuperado de http://www.col.org/resources/publications/Pages/detail.aspx?PID=364
Weller, M. (2015). MOOCs and the silicon valley narrative. Journal of Interactive Media in Education, 2015(1). Recuperado de http://jime.open.ac.uk/articles/10.5334/jime.am/
Wolfenden, F. (2012). OER Production and Adaptation through Networking across Sub-Saharan Africa: Learning from TESSA. In J. Glennie, K. Harley, N. Butcher, & T. van Wyk (Orgs.), Open educational resources and change in higher education: Reflections from practice (p. 91–106). Vancouver: COL.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Las personas autoras que publiquen en esta revista aceptan las siguientes condiciones:
1. Las personas autoras conservan los derechos de autor sobre sus trabajos y conceden a la revista el derecho de primera publicación. Los artículos se publican bajo la licencia Creative Commons Atribución 4.0 Internacional (CC BY 4.0), que permite a terceros compartir, copiar, distribuir, comunicar públicamente, adaptar, transformar y reutilizar el trabajo en cualquier medio o formato, incluso con fines comerciales, siempre que se reconozca adecuadamente la autoría, se cite la fuente original, se incluya un enlace a la licencia y se indique si se han realizado cambios. Nota: Esta licencia se aplica a los artículos publicados a partir del vol. 25, n.º 2, 2026.
2. Las personas autoras pueden establecer acuerdos contractuales independientes y adicionales para la distribución no exclusiva de la versión publicada del artículo (por ejemplo, su depósito en un repositorio institucional o su inclusión posterior en un libro), siempre que se indique claramente que el trabajo fue publicado por primera vez en esta revista.
3. Se permite y recomienda a las personas autoras depositar y difundir su trabajo en Internet, por ejemplo, en repositorios institucionales, páginas institucionales o páginas personales antes, durante y después del proceso de revisión y publicación, ya que ello puede favorecer el intercambio académico, la visibilidad del trabajo y una difusión más amplia y rápida de la investigación publicada.





