Inteligência Artificial na educação: Big data, caixas pretas e solucionismo tecnológico
DOI:
https://doi.org/10.17398/1695-288X.21.1.129Palavras-chave:
Aprendizado aprimorado por tecnologia, Inteligência artificial, Análise de aprendizagem, Tecnologias persuasivas, Contextos educacionaisResumo
O uso da tecnologia digital está permeando e transformando todos os sistemas sociais, e a educação não é exceção. Na última década, o desenvolvimento da Inteligência Artificial deu um novo impulso à esperança de dotar os sistemas educativos de soluções “eficazes” e mais personalizadas de ensino e aprendizagem. Educadores e pesquisadores da área da educação e formuladores de políticas, em geral, carecem do conhecimento e da experiência necessários para compreender a lógica subjacente a esses novos sistemas. Além disso, não temos evidências baseadas em pesquisas suficientes para entender completamente as implicações para o desenvolvimento dos alunos tanto do uso extensivo de telas quanto da crescente dependência de algoritmos em ambientes educacionais. Este artigo, destinado a educadores, acadêmicos da área de educação e formuladores de políticas, apresenta primeiramente os conceitos de “Big Data”, Inteligência Artificial (IA), algoritmos de aprendizado de máquina e como eles são apresentados e implantados como “caixas pretas”, como bem como seu possível impacto na educação. Em seguida, enfoca os discursos educacionais subjacentes que historicamente têm visto as tecnologias de informação e comunicação como uma panacéia para resolver problemas educacionais, apontando a necessidade de analisar não apenas suas vantagens, mas também seus possíveis efeitos negativos. Termina com uma breve exploração de possíveis cenários e conclusões futuras.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Secção
Licença
As pessoas autoras que publicam nesta revista aceitam as seguintes condições:
As pessoas autoras conservam os direitos autorais sobre os seus trabalhos e concedem à revista o direito de primeira publicação. Os artigos são publicados sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0), que permite a terceiros compartilhar, copiar, distribuir, comunicar publicamente, adaptar, transformar e reutilizar o trabalho em qualquer meio ou formato, inclusive para fins comerciais, desde que a autoria seja devidamente reconhecida, a fonte original seja citada, seja incluído um link para a licença e sejam indicadas eventuais alterações realizadas. Nota: Esta licença aplica-se aos artigos publicados a partir do vol. 25, n.º 2, 2026.
As pessoas autoras podem estabelecer acordos contratuais independentes e adicionais para a distribuição não exclusiva da versão publicada do artigo —por exemplo, o seu depósito em um repositório institucional ou a sua posterior inclusão em um livro—, desde que se indique claramente que o trabalho foi publicado pela primeira vez nesta revista.
É permitido e recomendado às pessoas autoras depositar e divulgar o seu trabalho na Internet, por exemplo, em repositórios institucionais, páginas institucionais ou páginas pessoais antes, durante e depois do processo de revisão e publicação, pois isso pode favorecer o intercâmbio acadêmico, a visibilidade do trabalho e uma divulgação mais ampla e rápida da investigação publicada.





